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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Ainda a viagem a Lamego da Turma de Comunicação/Fotografia

Depois de devidamente “autorizado” pelo prof. Carlos Duarte que lecciona, com sabedoria e entusiasmo a disciplina de Comunicação/Fotografia, e a quem mais uma vez felicito pelo trabalho desenvolvido e dinâmica que imprime à turma e disciplina, venho então fazer uma ligeiríssima rectificação à observação contida no apontamento da deslocação a Lamego, quanto à antiguidade e produção de espumante natural das Caves da Raposeira.

As Caves da Raposeira foram fundadas em 1898.

Porém, as mais antigas são as Caves Monte Crasto – Anadia, fundadas em 1890.

As Caves Monte Crasto foram, em Portugal, as primeiras a produzir e comercializar o espumante natural, e que ganharam medalhas de ouro na Exposição Universal-Paris em 1900, e ainda na Exposição Universal S. Luiz em 1904, Palácio de Cristal – Porto em 1904, Nacional Rio de Janeiro – Brasil em 1908, etc..

Desde então e até há poucos anos atrás, as Caves Monte Crasto produziram e comercializaram um espumante com rótulo “PARIS 1900.”

Todavia, haverá indicações  de que os primeiros ensaios sobre a produção de espumante natural terão sido feitos na hoje (desde 1931 !) denominada Estação Vitivinícola da Beira Litoral – Anadia, cuja criação foi publicada no Diário do Governo nº 265, de 24 de Novembro de 1887, como sendo Escola Prática de Viticultura e Pomologia da Bairrada.

Obrigado e um abraço,

Adelino Coelho

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Abertura Oficial do Ano Lectivo 2011/2012 da Universidade Sénior da Fundação Prior Sardo


Foi na presença de inúmeros convidados, professores, alunos, colaboradores, dirigentes e representantes de entidades do Concelho, que a Fundação Prior Sardo, Instituição Particular de Solidariedade Social, abriu oficialmente o III Ano Lectivo (2011/2012), da sua Universidade Sénior.

O Presidente da Fundação Prior Sardo, Eng.º Hugo Coelho, anunciou a todos os presentes as novidades deste ano:
Quinta da Remelha, espaço dedicado à agricultura, onde cada aluno, que manifeste interesse, poderá ter uma horta a seu cargo para cultivar o que pretender, sob a orientação de um professor que dará os esclarecimentos necessários.

Show Cooking, em parceria com a Confraria Gastronómica do Bacalhau, em que diversos cozinheiros farão uma demonstração de confecção gastronómica, podendo de seguida os alunos degustar a gastronomia e o momento.

Retoma da disciplina “Bom Português”, em que questões muito práticas e úteis para o dia-a-dia poderão ser esclarecidas ao nível da escrita e da oralidade, bem como será abordado o novo acordo ortográfico. Esta disciplina tem uma importância acrescida, numa altura em que se atravessa uma fase de mudança linguística.
Novo espaço de música, dedicado à formação musical e à aprendizagem de guitarra clássica.

A Tuna da Universidade Sénior, já com créditos firmados, a apresentar uma agenda já consideravelmente preenchida.
Intercâmbio entre Universidades, dando seguimento ao iniciado no ano anterior e que se pretende que no presente ano seja acentuado.

Artesanato e artes criativas, com um papel importante e num novo formato, terão um espaço privilegiado para a montra dos alunos artesãos, desenvolvendo a criatividade e a habilidade manual.

Aulas/Palestras, tendo em conta temas actuais, tanto regionais, como nacionais ou internacionais. A primeira já programada acontece a 23 de Novembro com o Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Eng.º Ribau Esteves, sobre a Região de Aveiro, Dinâmicas de Território.

Foram ainda anunciadas as actividades agendadas para Setembro:
o dia 21, no Auditório Priores da Gafanha da Nazaré, com a apresentação da Fundação Prior Sardo, do Programa lectivo e dos professores da Universidade Sénior, assinalando assim, o 1º dia de aulas.
Dia 28 de Setembro (4ª feira), Passeio de Moliceiro pela Ria de Aveiro.
Como nota final, informou da reorganização do espaço numa perspectiva de melhorar a funcionalidade e a mobilidade na Universidade Sénior, com salas que facilitam a acessibilidade.
O Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Eng.º Ribau Esteves, teceu palavras que congratularam o trabalho desenvolvido pela Fundação Prior Sardo, bem como manifestou todo o seu apoio neste projecto de âmbito municipal.

O Prior da Paróquia e Presidente do Conselho Geral da Fundação Prior sardo, Padre Francisco de Melo, marcou também presença, como é habitual nesta cerimónia de abertura solene do ano lectivo, tendo também felicitado a Fundação e desejado os maiores êxitos.

A presença da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré e de S.Salvador, bem como de outras entidades, são também uma presença habitual, sinal de reconhecimento da importância que acções desta natureza têm para o desenvolvimento da comunidade.

Seguiu-se uma actuação da Tuna desta Universidade que presenteou e deliciou todos os presentes, bem como um momento de convívio no interior da Universidade, com visita às instalações.


A todos se agradeceu a presença e foram dadas as boas vindas com votos de um Bom Ano Lectivo!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Cooperativa Eléctrica da Gafanha da Nazaré: Um pouco da sua história


Professor Filipe, primeiro presidente da direcção da CEGN

Em 7 de Maio de 1938, por escritura pública no cartório notarial do Dr. Adelino Simões Leal, e publicada no Diário do Governo, de 4 de Junho do mesmo ano, foi constituída a Cooperativa Eléctrica da Gafanha da Nazaré (CEGN), com o objectivo de adquirir e fornecer energia eléctrica aos seus cooperantes.
Até essa altura, a laboriosa população da Gafanha da Nazaré alumiava-se com os candeeiros a petróleo, velas, lanternas, quando não apenas com a fogueira do borralho. Também o Farol da Barra de Aveiro utilizou o petróleo para alimentar o foco luminoso, que guiasse os navegantes, até 1936, ano em que passou a beneficiar da energia eléctrica.
Perante a incapacidade de a Câmara Municipal de Ílhavo se responsabilizar, através dos seus serviços, pelo fornecimento de energia, que era uma necessidade, tanto para as populações como para o comércio e indústria da Gafanha da Nazaré, um grupo de gafanhões avançou com a ideia de criar uma cooperativa. Mestre Manuel Maria Bolais Mónica surgiu à frente de alguns conterrâneos, entre professores, comerciantes, industriais, proprietários e um sacerdote.
Os mentores do projecto percorreram a freguesia, numa tarefa de sensibilização, considerada importante, e de angariação de sócios, cujo número justificasse a criação da referida instituição.
Nesse grupo havia representantes de diversas classes sociais, que registamos para a história: