sábado, 26 de dezembro de 2009

Tradições de Natal: Gastronomia




BOLO  REI

INGREDIENTES

- 1Kg de farinha;
- 4 ovos;
- 50g de manteiga e um pouco de óleo;
- 250g de açúcar;
- 15g de fermento de padeiro (fazer acrescento com água e farinha);
- 1 colher de sobremesa de sal;
- Frutas a gosto (amêndoa, noz, pinhão, sultanas, algumas frutas cristalizadas, como casca de laranja);
- 1 cálice de vinho do Porto.

MODO DE PREPARAR

- Fazer o acrescento com algumas horas de antecedência (1 quilo de farinha, água e fermento).
- Põe-se a farinha na gamela ou na bacia e junta-se o acrescento.
- À parte, batem-se os ovos inteiros e junta-se o açúcar.
- Aquece-se um pouco de água, põe-se o sal, a manteiga e o óleo.
- Aos ovos junta-se esta mistura (arrefecida) batendo sempre e em seguida vai para a gamela e amassa-se muito bem.
- Vão-se molhando as mãos em água morna, enquanto se está a amassar para a massa ficar mole.
- Misturam-se as frutas (picadas ou cortadas e embebidas no vinho do Porto) e amassa-se um pouco mais.
- Deixa-se levedar durante 8 horas.
- Forno eléctrico a 180 graus.
- Tabuleiro, com papel vegetal, untado com óleo ou manteiga.
- Fazem-se bolos redondos com buraco no meio.
- Para que o bolo cresça, dizer três vezes: Deus te acrescente na gamela e no forno e na mesa do teu dono.

Custódia Caçoilo Bola

Ruas da nossa terra



Rua João XXIII

RUA JOÃO XXIII

Esta rua era um caminho-vala, que durante o Inverno se enchia de água e havia muita dificuldade no cultivo das terras, pois os animais, que ajudavam as pessoas a lavrar as terras, quase não conseguiam transpor os obstáculos para subirem para as terras (crastas).
O caminho tinha início nas “Caçoilas” fazendo um desvio a meio e retomando o percurso uns metros adiante terminando na “ti Lila”, onde começavam as lombas que iam dar à fonte, onde se ia buscar água para beber, que, por sinal, era muito branquinha e servia para lavar a roupa.
A água da vala passava nas “Caçoilas” por um aqueduto e voltava a um caminho-vala que terminava no esteiro.
Mais tarde, o caminho foi alargado e ensaibrado em linha recta, cortando algumas terras incluindo uma boa parcela dum terreno do então Presidente da Junta de Freguesia, Sr. Rocha.
Em 1977 esta rua foi alcatroada, obra testemunhada por mim, pois já nela residia há 4 anos.
A Rua João XXIII vai da rua S. Francisco Xavier à rua Luís de Camões. Tem dois cruzamentos com semáforos para facilitar o trânsito dos alunos da Escola Secundária, um com a rua Afonso de Albuquerque e outro com a rua Nossa Senhora da Nazaré e Alameda D. Manuel II.


Casa da Rua João XXIII


Rua S. Francisco Xavier

Importa contribuir para um mundo mais inclusivo e solidário



Fundação Prior Sardo

Os nossos leitores encontram aqui
uma porta franqueada

Este espaço da Universidade Sénior da Fundação Prior Sardo, aberto ao mundo da blogosfera, quer sobreviver para estimular quantos precisam de partilhar emoções, sentimentos, gostos, alegria e saberes, que só nos enriquecem. De quando em vez, também há sabores, tanto quanto possível com a marca dos nossos antepassados, para assim recordarmos reminiscências das nossas meninices.

Obviamente, para que o Convida Saberes alcance os objectivos que almejamos, torna-se indispensável a colaboração empenhada de alunos, professores, directores e seus colaboradores, todos irmanados num único desejo, que é, tão-só, o de contribuir para um mundo mais inclusivo e mais solidário. Nessa linha, os nossos leitores encontram aqui uma porta franqueada.

Bom Ano de 2010 para todos

Fernando Martins

A alegria dos nossos convívios


Visita de estudo à Casa Gafanhoa



Casa Gafanhoa

A Casa Gafanhoa precisa de mais apoios

Um grupo de pessoas que frequentam a Universidade Sénior visitou no dia 7 de Dezembro a Casa Gafanhoa, onde foi possível recordar vivências de tempos que já lá vão. Uns conheceram os antigos proprietários, Vergílio Ribau e Maria Merendeiro, e outros deles ouviram falar. Mas todos preservam na memória estórias do viver antigo, de gente que fez a Gafanha, com tenacidade indesmentível.


Alunos da Universidade Sénior

O fundador e presidente da direcção do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, Alfredo Ferreira da Silva, teve a gentileza de acompanhar os visitantes, prestando os esclarecimentos que se impunham, para quem gosta de saber. Em cada compartimento da Casa Gafanhoa sublinhou o que era de sublinhar, mas não escondeu que este espaço museológico precisa de ser mais dinamizado e acarinhado por toda a gente.


Azulejos (pormenor)

Apontou as peças expostas pela casa que vieram do tempo dos proprietários, referiu as que foram adquiridas e lembrou as que foram oferecidas. Há algumas que, por falta de espaço, aguardam que o Grupo possa usufruir de outro edifício, anexo à Casa Gafanhoa ou outro, para as apresentar aos que apreciam o que resta do tempo dos nossos avós.
Durante a visita foi sublinhado que esta iniciativa da Universidade Sénior da Fundação Prior Sardo se apresenta como estímulo para novos desafios, à volta da identidade dos nossos avoengos, que o mesmo é dizer, dos actuais gafanhões.

Fernando Martins


Convívio de aniversários. 25 de Novembro


Da esquerda para a direita: Maria do Canim, Fernando Martins, Cândida Silva (directora),
José Capote, Fernanda Lagarto e Custódia Lopes

Não faltaram os parabéns cantados

 
Os que celebraram os seus aniversários durante este mês de Novembro encontraram-se na quarta-feira, dia 25, à tarde com alguns alunos e animadores, para um convívio que começa a tornar-se habitual. Foi importante a partilha e a degustação de doces e salgados, com champanhe e sumos, mas mais importante foi a conversa que se generalizou no grupo. Não faltaram os parabéns, nem a troca de impressões entre uns e outros, recheada de recordações, que os menos jovens sempre gostam de oferecer nos encontros, em jeito de quem sente prazer em reviver momentos agradáveis. E mesmo com chuva a marcar o compasso dos nossos desejos de lhe fugir ensombrou minimamente o convívio. Para os aniversariantes não faltaram as flores, bonitas, preparadas a tempo pela direcção da Universidade Sénior, com saber e arte. Os aniversariantes ofereceram um livro à Biblioteca da US, com vontade de se criar a tradição de valorizar o espaço de leitura da Fundação Prior Sardo.





Para reflectir


Aspecto de um encontro

O Mundo tornou-se mais complexo

Qualquer um de nós, cidadão comum, sabe menos em relação àquilo que deveria saber, do que os cidadãos dos séc. XVIII ou XIX…

A ignorância cresceu e aumenta à medida que cresce e aumenta a informação…

É que o mundo tornou-se mais complexo!

Neste momento, é tal a quantidade de informação que recebemos, que o nosso cérebro sofre de náusea, o que faz rejeitar muita da informação recebida, independentemente de ela ser necessária ou não.

Urgente:

Criar espaços de acalmia onde se possa ir mais fundo nas reflexões da informação e da vida diária;

Esses locais são, entre muitos outros, este [Universidade Sénior] onde nos encontramos;

Aos responsáveis, obrigado por esta oportunidade de podermos dialogar sem pressões e sem constrangimentos e não desistam, porque estão a prestar um elevado serviço de cidadania.

Carlos Duarte

Não há sempre o Verão de S. Martinho?


Pormenor do convívio


Dia de S. Martinho: Poesia, castanhas e vinho

Poesia, castanhas e vinho, mais alegria, encheram o primeiro convívio da Universidade Sénior (US) da Fundação Prior Sardo para celebrar S. Martinho, o santo que os portugueses continuam a recordar. A lenda que a sua generosidade consagrou, de partilha e de entrega à causa dos pobres e perseguidos, recriada desde o séc. IV, ali esteve representada na partilha das castanhas, do vinho e da boa disposição.
Directora, funcionários, alunos e animadores de grupos da US deram corpo a este encontro, onde não faltou a componente cultural, que servirá de modelo, pelo empenho de todos, a próximas actividades. Foi desejado e aplaudido pelos participantes, conforme me testemunharam.



Funcionários da Fundação

Jorge Neves disse poesia de José Régio e António Botto, com a arte que se lhe conhece. A história do vinho, com tudo o que ela tem de poético, bem caldeada com a mitologia greco-romana, foi momento muito agradável, a abrir o Dia de S. Martinho. Música a seguir, em jeito de ensaio, a que todos aderiram, cantando como quem gosta de andar afinado na vida.
Fogueira acesa no espaço circundante do edifício-sede da Fundação, no lugar de Remelha, e as castanhas assadas ocuparam o lugar de honra. À volta da mesa sentiu-se o calor humano que S. Martinho nos deixou como exemplo, quando partilhou a capa com um pobre.
Tempo agradável, sem chuva nem vento nem frio. Não há sempre, segundo reza a lenda, o Verão de S. Martinho?


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Jantar de Natal da Universidade Sénior


Presidente da Fundação, Hugo Coelho, dirige-se aos convivas

À volta da mesa em espírito natalício

Ontem, no restaurante “Estufa” da Gafanha da Encarnação, teve lugar o jantar da Universidade Sénior (US). Directores e outros responsáveis, alunos e professores (ou todos alunos e todos professores) conviveram, em espírito natalício, tão propício à harmonia social e familiar.
Para além da refeição, sempre agradável, se bem confeccionada e servida, como foi o caso, houve a partilha de saberes e sabores, mas também a proximidade entre os comensais.
A abrir, o presidente da direcção da Fundação Prior Sardo, Hugo Coelho, recordou que a Universidade é, no fundo, uma “facilitadora de contactos” entre pessoas, com a preocupação de “fazer crescer” tudo e todos.


Directora Cândida mostra as suas habilidades na arte de fotografar

Manifestou o desejo de que num futuro próximo haja “novas condições de trabalho”, na linha de garantir o ambiente académico “em local próprio”. Disse que os convívios das quartas-feiras vão continuar, para celebrar aniversários e outros eventos, e afirmou que a US quer ser “ponto de encontro dos munícipes de Ílhavo”.
Não faltou a leitura de um texto, ao jeito de jograis, e o ensaio de cânticos de Natal, por iniciativa de Helena Matos, também autora do texto apresentado. Constata-se que, afinal, há potencialidades criativas nos alunos  da universidade recentemente criada, para servir o município ilhavense.


Acertam-se os últimos pormenores da leitura

A direcção ofereceu aos alunos o cartão individual, cuja utilização dará alguns direitos aos seus possuidores, noneamanete descontos em certos estabelecimentos comerciais e de serviços. Ainda foi oferecia uma prenda de Natal, uma miniatura da Fundaçãlo Prior Sardo, preparada, com todo o carinho, pelos directores e funcionários da instituição.


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Natal de 2009


Ladainha dos póstumos natais

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que se veja à mesa o meu lugar vazio


Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que hão-de me lembrar de modo menos nítido


Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que só uma voz me evoque a sós consigo


Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que não viva já ninguém meu conhecido


Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem vivo esteja um verso deste livro


Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que terei de novo o Nada a sós comigo


Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem o Natal terá qualquer sentido


Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que o Nada retome a cor do Infinito


David Mourão-Ferreira

Nota: Poema lido ontem, no espaço de História Local, por Jorge Neves


Presépio: sinal de pureza, simplicidade e ternura


Jesus Cristo é a luz do mundo


Das trevas, ao fundo, brota a brancura do Presépio, como sinal de pureza, de simplicidade, de ternura. Para os crentes, Jesus Cristo é a luz do mundo, que ilumina os homens e mulheres de boa vontade. Para todos, Ele pode ser porta aberta à fraternidade, à solidariedade, ao amor que tudo perdoa. Então, que este Presépio do Carlos Duarte nos inspire gestos de paz e bem, que nos tornem próximos de quantos nos rodeiam, nesta quadra e sempre.

FM

Exposição de fotografias de alunos da Universidade Sénior


Alunos com Carlos Duarte, professor, ao centro

Está a decorrer na Fundação Prior Sardo, na Gafanha da Nazaré, uma exposição de 30 fotografias da autoria de quatro alunos da Universidade Sénior daquela instituição.
Paisagens, monumentos e rostos são temas retratados por Custódia Bola, Maria Jorge, Orlando Leitão e Piedade Trindade, alunos da disciplina de Fotografia e Comunicação, orientada por Carlos Duarte. Esta mostra fotográfica está patente até dia 31 de Dezembro
No dia da inauguração, e na presença de muitos alunos, professores e da Directora da Fundação, foi salientada a qualidade dos trabalhos apresentados e a dedicação com que alunos e professor se empenharam na sua realização.